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- Oficina reúne secretários e técnicos para construção da Estratégia Amazônia 2050
Evento marca passo decisivo para a elaboração de um plano de desenvolvimento sustentável de longo prazo para a região amazônica Foto: Rafaelle Silva – SECOM/CAL Na segunda-feira, 14 de julho, dentro da programação da Semana do Clima da Amazônia, foi realizada na Casa Balaio Belém, no Pará, a Oficina Técnica de Detalhamento da Estratégia Amazônia 2050. O encontro reuniu secretários estaduais e técnicos com o objetivo de consolidar as principais narrativas e diretrizes que vão orientar a construção de um plano estratégico de longo prazo para a região. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Consórcio da Amazônia Legal e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), reforçando o compromisso conjunto com um modelo de desenvolvimento que alie conservação ambiental, justiça social e prosperidade econômica. Foto: Rafaelle Silva – SECOM/CAL A Estratégia Amazônia 2050 foi ratificada pela Câmara Setorial de Planejamento do Consórcio em 19 de fevereiro e reafirmada em 5 de maio, com a proposta de se transformar em um documento estruturante para guiar os próximos 25 anos da região. A força-tarefa, por meio de consultoria do IPAM, está utilizando como base documentos já existentes do Consórcio e dos governos estaduais, além do diagnóstico entregue ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). Foto: Rafaelle Silva – SECOM/CAL “Essa é uma ação que reafirma o compromisso do Consórcio da Amazônia Legal com um desenvolvimento sustentável de longo prazo e com a articulação dos nove estados da região”, destacou Vanessa Duarte, Diretora Executiva do Consórcio da Amazônia Legal. Foto: Rafaelle Silva – SECOM/CAL A oficina representou também uma oportunidade de integração com outras iniciativas estratégicas nacionais. Segundo a Secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão de Rondônia, Beatriz Basílio, vice-coordenadora da Câmara Setorial de Planejamento do Consórcio, o alinhamento com a Estratégia Brasil 2050 tem sido fundamental. “Tivemos a oportunidade de trabalhar junto aos técnicos com base na Estratégia Brasil 2050, e isso nos deu a chance de pensar a longo prazo todas as ações prioritárias para nossa região.” Foto: Rafaelle Silva – SECOM/CAL Já o Secretário Executivo do Consórcio da Amazônia Legal, Marcello Brito, ressaltou os desafios envolvidos no planejamento estratégico da região: “Planejar a Amazônia é uma tarefa complexa. Estamos falando de diversas amazônias, com contextos, desafios e oportunidades distintas. Por isso, esse trabalho coletivo é tão essencial.” A oficina técnica representa um marco importante na consolidação de uma visão comum de futuro para a Amazônia Brasileira. O documento final da Estratégia Amazônia 2050 será apresentado ao mundo durante a COP30, como expressão do compromisso da Amazônia com um futuro sustentável. Rafaelle Silva
- Workshop de Comunicação reúne estados da Amazônia para alinhar estratégia conjunta rumo à COP30
Encontro promovido pelo Consórcio da Amazônia Legal mobiliza comunicadores públicos, especialistas e lideranças para fortalecer a narrativa regional e articular ações integradas rumo à COP30. Fotos: Breno Esaki Comunicadores públicos, especialistas e lideranças dos nove estados da Amazônia Legal se reuniram na quinta-feira, 10 de julho, em um workshop estratégico voltado à construção de uma narrativa integrada da região rumo à COP30. O encontro foi promovido pelo Consórcio da Amazônia Legal (CAL), em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) e com patrocínio da Open Society. Durante um dia de programação intensa, o evento abordou temas centrais como protagonismo amazônico nos fóruns internacionais, combate à desinformação, valorização das culturas locais e fortalecimento das ações conjuntas dos estados na agenda climática. A estratégia de comunicação apresentada ao grupo foi construída em parceria com a ONU Brasil e servirá como guia para a atuação coordenada dos estados na Conferência do Clima de 2025, que acontecerá em Belém. Fotos: Breno Esaki “Estamos aqui para fortalecer a voz da Amazônia. Precisamos mostrar ao mundo que nossa região não é apenas biodiversidade, mas também inteligência, cultura, inovação e soluções para o planeta”, afirmou Nayara Lessa, secretária de Comunicação do Acre e coordenadora da Câmara Setorial de Comunicação do CAL. Com a presença de mais de 30 profissionais da área, o workshop promoveu dinâmicas de grupo, painéis temáticos e uma reunião técnica. A programação incluiu uma fala de Luciano Milhomem, coordenador de Comunicação do PNUD no Brasil, sobre a importância de uma linguagem clara, acessível e integrada para comunicar os desafios climáticos, e uma apresentação do jornalista Rodrigo Lopes (Zero Hora e Grupo RBS), que compartilhou experiências sobre jornalismo ambiental e o papel da imprensa na cobertura qualificada das mudanças climáticas. Fotos: Breno Esaki “Esse é um marco importante. Estamos entregando aos estados uma base estratégica que permitirá trabalhar de forma coordenada, com mensagens alinhadas, fortalecendo nossa presença na COP30”, destacou Vanessa Duarte, diretora executiva do Consórcio da Amazônia Legal. Na parte da manhã, os participantes se dividiram em três Grupos de Trabalho (GTs): Estratégias Conjuntas e Inovação, Imprensa Internacional e Produção de Conteúdo. O objetivo foi desenhar caminhos para garantir uma comunicação coesa entre os estados, com foco em ampliar a visibilidade internacional da região e facilitar o trabalho da imprensa que acompanhará a COP30. O workshop encerrou com a construção de um plano de ação preliminar e o compromisso dos estados em seguir trabalhando colaborativamente na construção de uma estratégia robusta que traduza, em palavras, imagens e gestos, a grandeza e os desafios da Amazônia brasileira. Rafaelle Silva Fotos: Breno Esaki
- Maranhão e Acre lançam projetos aprovados pelo Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia
Iniciativas marcam início da execução de projetos financiados por parceria entre Consórcio da Amazônia Legal, ONU Brasil e Governo Federal, com aporte do Canadá Nos dias 28 e 30 de junho, os estados do Maranhão e Acre lançaram oficialmente os primeiros projetos financiados pelo Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia. As iniciativas Terras para Elas , no Maranhão, e o Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental , no Acre, são resultado direto da cooperação entre o Consórcio da Amazônia Legal, a ONU Brasil e o Governo Federal, com apoio financeiro do Governo do Canadá. Criado para fomentar soluções sustentáveis e inclusivas para a região amazônica, o Fundo recebeu seu primeiro aporte em novembro de 2024, durante a Cúpula de Líderes do G20, realizada no Rio de Janeiro. O Canadá destinou 13 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 55 milhões) à iniciativa. Nesta etapa, cada projeto selecionado recebe aproximadamente R$ 15 milhões para sua implementação. Os lançamentos contaram com a presença de uma delegação de alto nível do Canadá, além de representantes da ONU, do Consórcio da Amazônia Legal, autoridades locais, lideranças comunitárias e parceiros institucionais. Foto: Gilson Teixeira/SECOM Maranhão Terras para Elas : inclusão e protagonismo feminino no campo No Maranhão, o programa Terras para Elas foi lançado em evento realizado na Associação dos Pequenos Agricultores Rurais Quilombolas de Boa Vista. Com apoio da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), a iniciativa visa garantir a regularização fundiária para 2.500 mulheres e capacitar mais de 5.000 trabalhadoras rurais em temas como manejo agrícola sustentável, bioeconomia, empreendedorismo e gestão de recursos naturais. Durante a cerimônia, 224 famílias quilombolas receberam seus títulos coletivos de terra, simbolizando um avanço concreto na luta pela segurança territorial e inclusão socioeconômica. O secretário executivo do Consórcio da Amazônia Legal, Marcello Brito, participou do evento e destacou a importância do momento. “Hoje é um dia de muita felicidade para o Consórcio. Junto com a ONU, construímos esse fundo e, agora, vemos os frutos nascerem. O ‘Terras para Elas’ representa a valorização de um território rico em biodiversidade e cultura, e dá luz a quem historicamente foi invisibilizado. Parabéns ao Governo do Maranhão”, afirmou. governança e restauração ambiental Acre fortalece governança e restauração ambiental Foto: Alice Leão/SECOM ACRE O evento de lançamento incluiu visitas técnicas às áreas protegidas, proporcionando aos participantes uma visão direta dos territórios que serão beneficiados pelas ações do programa. Foto: Alice Leão/SECOM ACRE A diretora executiva do Consórcio da Amazônia Legal, Vanessa Duarte, esteve presente e celebrou o avanço. “Ficamos muito felizes de ter participado do desenho desse fundo e de estarmos, junto com a ONU Brasil e o Governo Federal, entregando resultados concretos para a Amazônia”, destacou. Sobre o Fundo Brasil-ONU Foto: Alice Leão/SECOM ACRE O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia foi lançado em 31 de julho de 2023, em cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. A iniciativa tem como objetivo mobilizar recursos para financiar projetos que promovam alternativas econômicas sustentáveis e inclusivas, com foco em populações vulneráveis da região. Segundo a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, o processo de seleção dos projetos foi rigoroso: “Recebemos 14 propostas. Nove passaram pela avaliação da secretaria técnica. Dessas, apenas três foram aprovadas pelo Comitê Técnico Independente”, explicou. Rafaelle Silva
- Consórcio da Amazônia Legal participa da Semana do Clima de Londres com foco em diplomacia ambiental e COP30
Representantes da Amazônia Legal participam da LCAW para fortalecer a diplomacia ambiental subnacional e articular parcerias rumo à COP30. O Consórcio da Amazônia Legal participa da London Climate Action Week (LCAW), que acontece entre os dias 22 e 29 de junho, no Reino Unido. A presença na conferência reafirma o protagonismo dos estados amazônicos nas articulações internacionais sobre o clima, em um momento decisivo para a preparação da COP30, que será sediada em Belém, no Pará, em novembro deste ano. Representam o Consórcio na LCAW o secretário executivo, Marcello Brito, e a diretora executiva, Vanessa Duarte, que cumprem uma agenda de reuniões estratégicas com parceiros institucionais, organismos internacionais, setor privado e organizações da sociedade civil. Além da presença institucional do Consórcio, a comitiva da Amazônia Legal na LCAW contará também com governadores e representantes dos nove estados da região, reforçando o compromisso coletivo dos entes subnacionais com a agenda climática global. “A presença do Consórcio da Amazônia Legal na Semana do Clima de Londres irá reafirmar o protagonismo dos nove estados amazônicos no enfrentamento à crise climática. Estaremos em Londres para levar ao centro do debate internacional as soluções que nascem da Amazônia, construídas por quem vive, governa e cuida diariamente desse território estratégico para o planeta. Nosso papel será fortalecer a diplomacia ambiental subnacional, mostrar o desenvolvimento sustentável da Amazônia e captar recursos para as ações, com foco na COP30”, destaca Marcello Brito, secretário executivo do Consórcio e Enviado Especial dos Estados Subnacionais Amazônicos para a COP30. Diplomacia ambiental subnacional em ação A participação na LCAW está alinhada à estratégia de posicionamento internacional do Consórcio da Amazônia Legal, que tem como missão ampliar o reconhecimento das soluções amazônicas no enfrentamento à mudança do clima, mobilizar parcerias e garantir espaço político e técnico para os estados da região nas principais arenas de negociação global. Durante a semana, o Consórcio reforça sua atuação como articulador de uma agenda climática integrada, baseada em desenvolvimento sustentável, bioeconomia inclusiva, valorização dos saberes tradicionais e justiça climática para os povos da floresta. Rafaelle Silva
- Consórcio da Amazônia Legal é co-realizador da primeira Semana do Clima da Amazônia
Saiba mais sobre essa agenda estratégica para a região As Semanas do Clima são espaços estratégicos de articulação, debate técnico e político sobre mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Por ser um dos biomas mais relevantes do planeta, a Amazônia ocupa um lugar central nessas agendas. Com o objetivo de construir soluções concretas para os desafios climáticos e socioambientais da região, o Consórcio da Amazônia Legal junto com organizações do setor público, privado, sociedade civil, academia e cooperação internacional se uniram para realizar a I Semana do Clima da Amazônia. O evento acontecerá de 14 a 18 de julho, em Belém, Pará, e tem como missão fortalecer uma visão de longo prazo para a Amazônia, baseada no desenvolvimento sustentável da região. A programação oficial contará com painéis temáticos, encontros estratégicos, visitas a territórios de base comunitária e manifestações culturais. Em paralelo, uma agenda descentralizada permitirá que organizações locais proponham seus próprios eventos, fortalecendo a mobilização territorial — modelo já adotado em outras edições de Climate Weeks, como as realizadas em Nova York e Londres. O foco central da Semana será o debate em torno de soluções estruturantes e transformadoras, capazes de gerar legados duradouros para as gerações presentes e futuras. Segundo o secretário-executivo do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, Marcello Brito, “A construção de caminhos eficazes para a Amazônia deve ser feita de dentro para fora, com a consciência de que os problemas locais exigem um conjunto de soluções locais, regionais, nacionais e globais. Isso implica valorizar as trajetórias, os conhecimentos e os recursos que a própria Amazônia oferece. As soluções baseadas na natureza, desenvolvidas a partir dos ecossistemas amazônicos, têm o poder de transformar a região de maneira profunda e duradoura. A reinvenção dos modelos econômicos predominantes é urgente. Precisamos de sustentabilidade com prosperidade.” A proposta é que a Semana do Clima da Amazônia passe a ocorrer anualmente, com edições itinerantes nos diferentes estados da Amazônia Brasileira, fortalecendo o diálogo, a mobilização e a construção de soluções a partir dos territórios. Realização A Semana do Clima da Amazônia é fruto de uma ampla articulação entre organizações comprometidas com o desenvolvimento sustentável da região. São co-realizadores do evento: Abal, Alcoa, Ambipar, BRC, Climate Ventures, Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Conservação Internacional, Consórcio Interestadual Amazônia Legal, Cubo Itaú, Embrapa, Emergent, FIEPA, Fundação Certi, Fundo Vale, GIZ (Cooperação Alemã), Hydro, Instituto Ethos, Instituto Peabiru, IPAM Amazônia, ITAÚSA, Mercuria, PPA – Plataforma Parceiros pela Amazônia, Race to Belém, Saint-Gobain, Suzano, The Nature Conservancy, Uma Concertação pela Amazônia, Natura, Mitsui e a Prefeitura de Belém. Os patrocinadores oficiais do evento são Hydro e Fundo Vale. Mais informações: acesse o site oficial da Semana do Clima da Amazônia: semanadoclimaamazonia.com.br/ Rafaelle Silva
- Empresas globais visitam o Consórcio da Amazônia Legal em preparação para a COP30
Reunião fortalece articulação entre governos e empresas globais em torno de soluções sustentáveis para a Amazônia e preparação O desenvolvimento sustentável da Amazônia e os desafios das mudanças climáticas exigem ação conjunta, colaboração e compromisso. Nesta quinta-feira, 29, o Consórcio da Amazônia Legal recebeu representantes de empresas signatárias do The Climate Pledge, para discutir estratégias integradas, fortalecer parcerias e avançar na construção da agenda para a COP30, que será realizada em 2025, em Belém, no Pará. O encontro contou com a participação das empresas AECOM, Amazon, Ambev, CarbonCure, Deloitte, ERM, Global Optimism, Iberdrola, Mastercard, Microsoft, Ørsted e PepsiCo. A conversa foi ampla, abordando temas estratégicos como créditos de carbono, rastreabilidade, conservação da floresta, saúde, educação e inclusão social. A troca de experiências e ideias reforçou que o desenvolvimento sustentável da Amazônia exige soluções que conectem proteção ambiental, geração de renda, dignidade e qualidade de vida para os povos da floresta e os mais de 29 milhões de amazônidas. A diretora executiva do Consórcio da Amazônia Legal, Vanessa Duarte, destacou a importância de alianças sólidas entre governos, empresas e sociedade civil. “O setor público não conseguirá, sozinho, transformar a realidade da Amazônia, essa é uma verdade que reconhecemos com clareza. É hora de agir, de transformar intenções em compromissos e compromissos em resultados. O Consórcio existe para unir esforços entre os estados e construir pontes com quem quer – e pode – fazer parte dessa mudança”, afirmou. Para a vice-presidente de Sustentabilidade da PepsiCo para América Latina, Isabela Malpighi, o encontro foi uma oportunidade de inspiração e conexão. “Foi muito inspirador estar aqui. Nós estamos trabalhando nossa participação na COP30 para partilhar os cases de sucesso e as parcerias que estamos fazendo para impactar de maneira positiva o planeta e as pessoas”, ressaltou. O alinhamento com o setor privado reflete um entendimento comum de que a COP não é apenas um evento, mas um caminho de construção coletiva e contínua. “Finalizamos nossa visita aqui no Consórcio para entender mais sobre seu funcionamento e contribuir junto. A COP não é só um evento, é uma jornada”, reforçou Márcio Gonçalves, diretor de Relações Governamentais da Microsoft Brasil. O encontro reafirma o papel do Consórcio como articulador de soluções para a Amazônia, integrando os nove estados da região em um movimento que convida empresas, instituições e a sociedade a fazerem parte da transformação. “A Amazônia é central para a regulação climática do planeta e, sem ela, não temos segurança alimentar, sequer segurança hídrica para o mundo. Conservar a Amazônia e as florestas tropicais é fundamental para a garantia de uma melhor condição de vida no planeta”, afirmou Gabriela Savian, diretorade Políticas Públicas do IPAM. Rafaelle Silva
- Consórcio da Amazônia Legal passa a integrar a Jornada COP+, iniciativa estratégica rumo à COP30
Consórcio da Amazônia Legal e FIEPA dão início a rodada de encontros que mobiliza governos estaduais, setor produtivo e parceiros rumo ao legado da COP30 O Consórcio da Amazônia Legal passou a integrar oficialmente, na última sexta-feira, 23. A Jornada COP+, durante cerimônia realizada em Belém. A iniciativa, liderada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Instituto Amazônia+21, reúne diversos parceiros estratégicos dos setores público, privado, academia e sociedade civil, com o objetivo de construir uma nova agenda socioeconômica e ambiental para a Amazônia e para o Brasil. A adesão do Consórcio marca um momento histórico, reforçando a importância de alinhar esforços entre os governos estaduais e o setor produtivo na preparação para a COP30, que ocorrerá em novembro de 2025, em Belém. A Jornada COP+ promoverá uma série de encontros, fóruns e eventos técnicos, percorrendo os nove estados da Amazônia Legal até agosto deste ano. “Hoje temos a honra de anunciar uma parceria histórica com o Consórcio da Amazônia Legal, presidido pelo governador Helder Barbalho. Juntos, assumimos o compromisso de promover diálogos qualificados e construir um ciclo virtuoso de desenvolvimento sustentável”, afirmou Alex Carvalho, diretor da FIEPA. A Jornada COP+ é um espaço de articulação, diálogo e construção coletiva, que tem como missão desenvolver propostas e soluções concretas para os desafios estruturantes da Amazônia. A partir de temas estratégicos — como bioeconomia, transição energética, descarbonização, transformação digital, infraestrutura sustentável, reforma tributária verde, entre outros —, a iniciativa busca impulsionar uma nova economia para a região: mais inclusiva, inovadora e alinhada aos princípios do desenvolvimento sustentável. A programação prevê encontros nos nove estados da Amazônia Legal, promovendo o alinhamento das pautas regionais com a agenda nacional e internacional que será apresentada na COP30, em Belém. O resultado dessa mobilização será fundamental para construir e consolidar um legado real e duradouro para a Amazônia — antes, durante e, principalmente, depois da Conferência das Partes da UNFCCC. “O Consórcio da Amazônia Legal se une a Federação das Indústrias e outros parceiros estratégicos para dar início a uma rodada de encontros que nos enche de entusiasmo. Nosso primeiro evento já tem data marcada: será em Roraima, no dia 10 de julho. Esta é uma construção conjunta entre os estados subnacionais, o setor produtivo e instituições parceiras”, afirmou Vanessa Duarte, diretora executiva do CAL. Sobre a Jornada COP+ Lançada durante a XVI Feira da Indústria do Pará (FIPA), em maio de 2024. O ápice da Jornada ocorrerá durante a realização da COP30, de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém, quando a cidade se tornará o centro das negociações climáticas globais. Parte dos eventos paralelos será realizada na Casa da Indústria, espaço que reunirá debates, apresentações de projetos e articulações institucionais durante o evento. Rafaelle Silva
- Marcello Brito será o enviado especial da COP30 para os estados subnacionais da Amazônia
Indicação reforça papel da Amazônia no centro das negociações climáticas globais em Belém Com menos de 200 dias para a COP30, que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA), a organização do evento avança na montagem de sua estrutura diplomática. Nesta semana, a presidência da COP30, representada pelo diplomata André Corrêa do Lago, anunciou a nomeação de Marcello Brito, secretário executivo do Consórcio da Amazônia Legal, como enviado especial para os governos subnacionais amazônicos. Função estratégica dos enviados especiais na COP30 Os enviados especiais da COP30 terão papel central no diálogo com regiões e setores-chave para o sucesso do evento. Ao todo, são 10 enviados regionais e 20 setoriais, responsáveis por fortalecer o engajamento com atores locais e garantir que suas vozes estejam presentes na conferência. No caso de Marcello Brito, sua missão será representar e articular as demandas e contribuições dos estados da Amazônia Legal, atuando como ponte entre os governos subnacionais e a presidência da COP30. O cargo é voluntário e não prevê remuneração. Além de facilitar o fluxo de informações e percepções da região, os enviados especiais também têm a função de apresentar demandas prioritárias, colaborar na construção de propostas e apoiar a organização na mobilização de atores locais, nacionais e internacionais. Quem é Marcello Brito? Reconhecido nacionalmente e internacionalmente por sua atuação em sustentabilidade, clima e bioeconomia, Brito possui uma trajetória de mais de 30 anos na região amazônica. É formado em engenharia de alimentos e em administração de negócios, com passagens por instituições no Brasil e na França. Brito atua como executivo em empresas e organizações dedicadas à sustentabilidade, com destaque para sua contribuição em iniciativas globais como a RSPO (Roundtable on Sustainable Palm Oil) e o Palm Oil Innovation Group. À frente do consórcio, tem liderado articulações voltadas à promoção de uma Amazônia viva, produtiva e sustentável, conciliando conservação ambiental, desenvolvimento econômico e justiça social. “Parceria renovada com a Amazônia, já há 34 anos”, afirmou Brito. Lista completa dos enviados especiais da COP30: Adnan Amim – Oriente Médio Arunabha Ghosh – Sul da Ásia Carlos Lopes – África Jacinda Ardern – Oceania Jonathan Pershing – América do Norte Laurence Tubiana – Europa Patrícia Espinosa – América Latina Xie Zhenhua – Ásia Oriental André Guimarães – Sociedade Civil Beto Veríssimo – Florestas Clemente Ganz – Sindicatos Denis Minev – Setor Privado Amazônico Denise Dora – Direitos Humanos e Transição Justa Elbia Gannoum – Energia Ethel Maciel – Saúde Frederico Assis – Integridade da Informação Janja Lula da Silva – Mulheres Joaquim Belo – Sociedade Civil Amazônica Jurema Werneck – Igualdade Racial e Periferias Maguy Etlin – Cultura e Indústria Criativa Marcelo Behar – Bioeconomia Marcello Brito – Governos Subnacionais Amazônicos Marinez Scherer – Oceanos Maya Gabeira – Esportes Paulo Petersen – Agricultura Familiar Marina Grossi – Setor Empresarial Philip Yang – Soluções Urbanas Roberto Rodrigues – Agricultura Sérgio Xavier – Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas Sinéia do Vale – Povos Indígenas Rafaelle Silva
- Educação profissional e tecnológica ganha protagonismo na Amazônia com lançamento de cartilha durante a COP29
Documento reúne boas práticas e experiências internacionais para impulsionar o desenvolvimento sustentável na região amazônica por meio da educação Durante a COP29, no Hub Amazônia, foi lançada oficialmente a cartilha “Panorama da Educação Profissional e Tecnológica na Amazônia”, uma publicação que representa um importante avanço no fortalecimento da educação como vetor de desenvolvimento sustentável na região. A iniciativa é fruto de uma articulação do Consórcio da Amazônia Legal, por meio da sua Câmara Setorial de Educação, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Sociedade Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), o Instituto Iungo e a Fundação Itaú Educação e Trabalho. O documento apresenta um panorama das boas práticas já consolidadas na Amazônia Legal, reunindo experiências de sucesso na área de educação profissional e tecnológica. Além disso, incorpora casos internacionais de cursos voltados para a transição econômica – como transição energética e bioeconomia –, que podem inspirar soluções inovadoras para os desafios da região. O representante do Consórcio da Amazônia Legal, Saul Isaías destacou que esta publicação “elucida boas práticas de cursos de educação profissional e tecnológica em diversas modalidades de ensino, já desenvolvidas pelos estados da Amazônia Legal. Ela aponta para uma nova forma de desenvolvimento do setor produtivo, exemplificando como é possível aliar qualificação profissional, geração de riqueza, distribuir renda e manter a floresta em pé.” “Para o BID essa cartilha é a síntese da urgência em ampliar o diálogo sobre educação profissional. Ela é relevante para governos, municípios, instituições, professores, estudantes e comunidades”, afirmou Anaitee Mills, especialista em mudanças climáticas do BID, durante o evento. O lançamento, realizado durante o maior evento global sobre mudanças climáticas, reforça a importância estratégica da educação profissional e tecnológica para a Amazônia, especialmente no contexto da transição para uma economia verde. O secretário de Educação do Estado do Pará, Rossieli Soares, também destacou o papel transformador da educação profissional e tecnológica. “Não tem como falar sobre desenvolvimento sustentável sem acelerar essa modalidade de ensino. É ela que pode dar oportunidades concretas para a juventude amazônica”, afirmou. Além de Saul Isaías, Anaitee Mills e Rossieli Soares, participaram do lançamento Sonja Bernau, diretora da GIZ, Claudio Alex Jorge da Rocha, diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC). Acesse a cartilha completa: Assista a live de lançamento: Rafaelle Silva
- Consórcio da Amazônia Legal lança estratégia para COP30
Evento em Brasília reuniu governadores, autoridades e parceiros nesta quarta, 12, para apresentar prioridades da região na conferência Créditos: Gustavo Moreno O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal (CAL) lançou a sua estratégia para a COP30 nesta quarta, 12, em Brasília, em evento fechado com governadores, autoridades e parceiros. Mais de 70 pessoas participaram da cerimônia representando instituições apoiadoras, momento que evidenciou o papel dos Estados amazônicos no debate climático global. A atuação destes entes subnacionais ganhou projeção na política externa e tem o potencial de influenciar a agenda brasileira. “Os eventos no Hub da Amazônia Legal estarão alinhados com os temas prioritários. E este ano, para a COP30, além do espaço na Blue Zone, nós teremos um espaço na Green Zone, porque nós não podemos deixar de falar com as pessoas”, anunciou Marcello Brito, secretário executivo do Consórcio. O escopo estratégico da entidade inclui destacar pessoas amazônidas e especialistas na programação, visando a internacionalização dos debates em busca de financiamento climático. O Consórcio tem desempenhado um papel central nas Conferências das Partes (COPs), promovendo a defesa da região em debates sobre mudanças climáticas, políticas ambientais e financiamento climático. Desde a COP25, o Consórcio tem avançado na sua presença, começando com uma sala cedida pela sociedade civil na COP26, até conquistar um espaço próprio na COP27, marcando um marco histórico. Em cada edição, sua atuação se fortaleceu, consolidando o protagonismo da Amazônia Legal, como demonstrado na COP28 e COP29, onde o Hub da Amazônia Legal se tornou uma referência política e institucional. A estratégia "Baku to Belém" garantiu uma agenda coordenada que resultou em parcerias reforçadas e novas oportunidades de financiamento, posicionando a região como um ator essencial nas soluções globais para o clima. As agendas em comum entre os Estados amazônicos envolvem o controle do desmatamento ilegal zero e da degradação, ordenamento territorial, regularização fundiária e destinação de terras públicas . A transformação ecológica foi enfatizada no âmbito do reconhecimento do potencial econômico da floresta viva e saudável, mas também da valorização das populações amazônidas. “É importante dizer que sem a Amazônia não há possibilidade de chegarmos até o final do século dentro do Acordo de Paris. A ciência sozinha não é capaz de promover a mudança necessária, porém, políticos e tomadores de decisão, sem ciência, certamente tomam caminhos equivocados. Portanto, a união do IPAM à agenda de políticas públicas do Consórcio é uma equação promissora para o clima e para as pessoas”, avaliou André Guimarães, diretor executivo do IPAM, durante o evento. Créditos: Gustavo Moreno Na ocasião, foi entregue aos convidados um documento com os principais resultados da COP29 e do Hub da Amazônia Legal . O sumário executivo conecta as ações e a consolidação da entidade no fórum internacional. Créditos: Gustavo Moreno “Hoje, nós damos a largada para o protagonismo que a Amazônia e o Brasil querem na COP30. Seja pelo exemplo, porque o Brasil tem autoridade para isso, seja por casos de sucesso nos Estados, de valorização da floresta viva, de pagamentos por serviços ambientais e agendas que conciliam produção com conservação”, afirmou Helder Barbalho, governador do Estado do Pará e presidente do Consórcio. Barbalho complementou: “Que possamos gerar uma forte articulação para aproveitar esta oportunidade. Não teremos outra nesta dimensão em nosso tempo e não podemos perdê-la. Podemos trabalhar juntos para que esta COP possa deixar um legado para a Amazônia, não apenas da preservação ambiental, mas de transformação do olhar sobre a floresta viva. Temos que trabalhar para que o fator ‘COP na Amazônia’ coloque a Amazônia como protagonista e, para isso, precisaremos de todos os parceiros que estiveram junto conosco até aqui”. Créditos: Gustavo Moreno Participaram do evento os governadores e representantes da Amazônia Legal Gladson Cameli, governador do Estado do Acre; Wilson Lima, governador do Estado do Amazonas; Carlos Brandão, governador do Estado do Maranhão; Mauro Mendes, governador do Estado de Mato Grosso; Sérgio Gonçalves da Silva, vice-governador do Estado de Rondônia; e Edilson Damião, vice-governador do Estado de Roraima. “O lançamento da estratégia para a COP30 marca mais um passo decisivo na atuação conjunta dos estados da Amazônia Legal no cenário climático global. A presença dos nossos governadores, autoridades e parceiros reforça nosso compromisso em garantir que a voz da Amazônia seja ouvida e respeitada. Nossa missão é transformar esse protagonismo em ações concretas, conectando a região às oportunidades de financiamento e soluções sustentáveis que beneficiem tanto o meio ambiente quanto as populações amazônidas. Seguimos juntos, certos de que a COP30 será um marco histórico para a Amazônia, para o Brasil e para o mundo”, concluiu Vanessa Duarte, Diretora Executiva do CAL. *Com informações de Bibiana Garrido, Jornalista do IPAM Rafaelle Silva
- Estados da Amazônia Brasileira têm dois projetos aprovados no Fundo Brasil-ONU para a Amazônia
A decisão tomada pelo Comitê Diretor do Fundo durante uma reunião em Brasília, no dia 27, reflete a cooperação entre o Consórcio da Amazônia Legal (CAL), o Governo Federal e a ONU Brasil. Foto: Governo do Maranhão Em uma importante conquista para a região, o Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia selecionou três projetos com o objetivo de promover soluções inovadoras e sustentáveis para os desafios locais. Dentre os projetos aprovados, dois foram propostos por estados da Amazônia Brasileira. O Acre e o Maranhão receberão, respectivamente, recursos significativos para a execução de iniciativas que beneficiarão diretamente as comunidades locais e promoverão a conservação ambiental na região. A abertura de chamado para propostas foi viabilizada pelo aporte de 13 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 55 milhões) ao Fundo, anunciado pelo governo do Canadá no final de 2024 . Foto: Governo do Maranhão/Brunno Carvalho Projetos aprovados O Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) nos municípios de Igarapé São Francisco e Lago do Amapá, no Acre, será executado pela Secretaria de Meio Ambiente do estado, em parceria com a UNESCO. O projeto propõe uma abordagem integrada de conservação ambiental, com foco na melhoria da governança socioambiental e no estímulo à bioeconomia. As atividades contemplam desde a regularização fundiária até o incentivo à produção sustentável, atendendo tanto populações rurais quanto urbanas. Com um valor aproximado de R$ 15 milhões, este projeto visa fortalecer a resiliência das comunidades e a conservação dos ecossistemas. No Maranhão, o Programa Terras para Elas será desenvolvido pelo Instituto de Colonização de Terras do Maranhão (ITERMA), em parceria com a FAO. O projeto se concentra na regularização fundiária, com um foco especial nas mulheres e nas comunidades tradicionais, promovendo a governança fundiária e o ordenamento territorial como pilares para o desenvolvimento sustentável. Também com um aporte de cerca de R$ 15 milhões, a proposta visa empoderar as populações locais, promover a inclusão social e garantir a sustentabilidade ambiental. O terceiro projeto aprovado na primeira rodada do Fundo Brasil-ONU é uma proposta das Agências da ONU, incluindo UNICEF, UNFPA, ACNUR, UNESCO, OIT, OPAS/OMS e OIM, que será implementado em toda a Bacia Amazônica Brasileira. Focada na proteção e promoção integral dos direitos de crianças, adolescentes e jovens indígenas, esta iniciativa multissetorial visa combater a violência, melhorar a nutrição e prevenir doenças nas comunidades indígenas. O projeto também se compromete a produzir materiais informativos nas línguas indígenas e promover a inclusão produtiva das populações jovens, com especial atenção à questão de gênero. A proposta também receberá cerca de R$ 15 milhões e será fundamental para garantir a dignidade e os direitos das populações da região. Foto: ONU Brasil/Isadora Ferreira Parceria estratégica A coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, ressaltou a importância da parceria com o Consórcio da Amazônia para viabilizar o Fundo Brasil-ONU. “Os governos estaduais conhecem as demandas e desafios locais, o que é essencial para que a atuação do Fundo seja relevante”. Ela agradeceu a contribuição do governo do Canadá e destacou a agilidade das equipes técnicas e das instâncias decisórias em selecionar as primeiras propostas. “São propostas realmente boas, com potencial de impactar positivamente as vidas das pessoas na Amazônia”. O Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, lançado com o apoio do CAL e Governo Federal, tem como objetivo promover soluções inclusivas e sustentáveis para a região, melhorando as condições de vida das populações locais, conservando a biodiversidade e incentivando alternativas econômicas responsáveis. Foto: Governo do Maranhão/Brunno Carvalho O governador do Maranhão, Carlos Brandão, celebrou o papel fundamental da parceria com as Nações Unidas e o Consórcio da Amazônia Legal na criação de soluções práticas para os desafios da Amazônia. “O Brasil é hoje o epicentro da questão ambiental, inclusive com a realização da COP30”, afirmou o governador. O avanço dessas iniciativas demonstra como a colaboração entre governos estaduais, organizações internacionais e a sociedade civil pode gerar impacto positivo na Amazônia. A primeira rodada de financiamento do Fundo Brasil-ONU representa um passo importante rumo a um futuro mais sustentável e justo para a região, consolidando a Amazônia como um dos principais focos de ação em termos de desenvolvimento sustentável no cenário global. Sobre o Comitê Diretor do Fundo Brasil-ONU Foto: Governo do Maranhão/Brunno Carvalho O Comitê Diretor é co-presidido pela Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas no país, conjuntamente com um representante do Ministério das Relações Exteriores e o governador do estado que exerce a Presidência do Consórcio. As demais instituições representadas no Comitê são: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Ministério do Planejamento e Orçamento; Governo do Estado do Amapá e Maranhão; Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação; Fundo das Nações Unidas para a Infância; Governo do Canadá; Escritório das Nações Unidas para MPTF. "Esse fundo traz uma particularidade importante porque reestrutura o conceito de federalismo nacional, já que aqui temos o equilíbrio de forças entre os estados subnacionais e o Governo Federal", afirmou Marcello Britto, secretário executivo do Consórcio da Amazônia Legal. *Com informações da ONU Brasil Rafaelle Silva
- Consórcio da Amazônia Legal lança Sumário Executivo com resultados da COP29 e do Hub Amazônia
O documento tem como objetivo promover a transparência e disseminar informações detalhadas sobre as ações conduzidas pelo CAL durante a COP29 O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal (CAL) divulgou nesta semana o Sumário Executivo com os principais resultados da 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), realizada em Baku, no Azerbaijão, entre os dias 11 e 22 de novembro de 2024. O documento foi elaborado em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). O documento apresenta uma análise abrangente sobre os avanços e desafios enfrentados durante a COP29, incluindo os debates sobre financiamento climático, regulação do mercado internacional de carbono, transição energética e revisão das metas nacionais de mitigação (NDCs). O texto também aborda os legados das discussões para a COP30, destacando a necessidade de ações mais ambiciosas e coordenadas para o enfrentamento da crise climática. Além disso, o Sumário Executivo detalha as atividades realizadas no “Hub Amazônia”, espaço do CAL na zona azul da conferência. O estande ofereceu uma programação robusta, com debates liderados por especialistas, representantes de governos e parceiros estratégicos, trazendo à tona questões fundamentais referentes às mudanças climáticas que impactam o desenvolvimento sustentável da região amazônica. O lançamento do Sumário reflete o compromisso do CAL com a transparência e a disseminação de informações sobre sua atuação em fóruns internacionais. O documento está disponível para consulta pública e representa um passo importante para fortalecer o protagonismo da Amazônia nas pautas globais sobre mudanças climáticas. Para acessar o Sumário Executivo na íntegra, clique aqui.












