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- Governadores da Amazônia Brasileira participam da abertura e de agendas estratégicas nos espaços do Consórcio da Amazônia Legal na COP30
Durante a COP30, os governadores da Amazônia Brasileira destacam avanços regionais, lançam iniciativas conjuntas e reforçam o protagonismo da região na agenda global do clima As atividades têm início na segunda-feira, 10 de novembro, com a Abertura do Hub Amazônia na Blue Zone , encontro político que reunirá os nove governadores e marcará a apresentação das entregas coletivas dos estados, conduzida pelo Consórcio da Amazônia Legal. No mesmo dia, na Green Zone, ocorre o lançamento do jogo educativo “Curupira – Guardiões da Floresta” , uma ferramenta de educomunicação ambiental que convida os jogadores a percorrer os nove estados da Amazônia Brasileira em uma jornada de desafios e soluções sustentáveis inspiradas na cultura amazônica. Na terça-feira, 11 de novembro, será apresentado o plano estruturante “Estratégia Amazônia 2050” , que consolida uma visão convergente para o futuro da região, e a Plataforma CAL2050 , sistema integrado de dados geoespaciais e painéis dinâmicos que reforça a transparência e a governança de dados na Amazônia Legal. O evento se encerra com a exibição do Termômetro Amazônico , motion interativo que permite acompanhar a contribuição da região para as metas climáticas nacionais (NDC) e os esforços de conservação desde 1985. Já na quarta-feira, 12 de novembro, serão realizados dois lançamentos inéditos: o Projeto Ativos Ambientais de Proteção Integral da Amazônia Legal , voltado ao financiamento da conservação e à criação de créditos de biodiversidade; e a Cartilha de Regularização Fundiária da Amazônia Legal , material de referência que reúne gargalos, soluções e boas práticas em curso para promover o ordenamento territorial e o desenvolvimento sustentável. Além dessas agendas, os governadores também participarão de outros eventos ao longo da COP30 , apresentando iniciativas exitosas de seus estados e lançamentos inéditos da Amazônia Brasileira , reforçando o protagonismo regional e o compromisso conjunto com a agenda climática global. “A presença dos governadores da Amazônia Brasileira na COP30 representa o fortalecimento de uma agenda comum e de um pacto político inédito pela sustentabilidade da região. As entregas que apresentamos aqui são fruto de um trabalho conjunto entre os estados, construído com base em dados, planejamento e diálogo. O Consórcio da Amazônia Legal consolida-se como um instrumento de integração e de visão de futuro, capaz de traduzir a diversidade da Amazônia em soluções concretas para o Brasil e para o mundo.”, afirmou o secretário executivo do Consórcio da Amazônia Legal e Enviado Especial para os estados amazônicos na COP30. Confira as agendas: 1. Segunda-feira, 10 de novembro 09h00 às 11h15 | Blue Zone Abertura do Hub Amazônia na Blue Zone – Encontro com os 9 Governadores Evento político de abertura com a presença dos nove governadores da Amazônia Legal. O Consórcio fará a moderação, conduzindo a apresentação das entregas coletivas dos estados. 12h45 às 14h00 | Green Zone Lançamento do Jogo Educativo: Curupira e a Amazônia do Futuro Para fortalecer o engajamento da população nas pautas da COP30 e nas soluções sustentáveis da Amazônia, será desenvolvido um jogo educativo interativo, com linguagem lúdica e conteúdos que refletem os desafios e potencialidades da região. 2. Terça-feira, 11 de novembro 13h45 às 15h30 | Blue Zone Lançamento da Estratégia Amazônia 2050 – Plano estruturante de longo prazo que consolida uma visão convergente dos estados da Amazônia Brasileira: a Amazônia que queremos em 2050. Lançamento da Plataforma CAL2050 – Plataforma integrada que centraliza dados geoespaciais, painéis dinâmicos e informações legais sobre os nove estados da Amazônia Brasileira. Encerramento: Apresentação do Termômetro Amazônico, ferramenta interativa para acompanhamento da contribuição regional às metas climáticas brasileiras. 3. Quarta-feira, 12 de novembro 13h45 às 15h00 | Blue Zone Lançamento do Projeto Ativos Ambientais de Proteção Integral da Amazônia Legal Projeto voltado ao financiamento da conservação ambiental e à construção de soluções baseadas na natureza, com foco em créditos de biodiversidade. 15h15 às 16h30 | Blue Zone Lançamento da Cartilha de Regularização Fundiária da Amazônia Legal Material de referência que reúne gargalos, soluções e iniciativas em curso voltadas à regularização fundiária, contribuindo para o ordenamento territorial e o desenvolvimento sustentável da região. Rafaelle Silva
- Amazônia Brasileira se prepara para a COP30 com agenda estratégica de desenvolvimento sustentável
Posicionamento dos Governadores da Amazônia Legal orienta a atuação regional na COP30 Desde a COP de Madrid, em 2019, os governadores dos nove estados da Amazônia Legal vêm consolidando uma atuação coordenada nas conferências da ONU sobre mudanças climáticas. À véspera da COP30, que será sediada no Brasil entre 10 e 21 de novembro, o Consórcio da Amazônia Legal (CAL) reforça sua presença e compromisso com soluções integradas para o desenvolvimento sustentável da região. O Consórcio atua como articulador das ações conjuntas dos estados, garantindo que questões amazônicas, desde a conservação florestal até a promoção de economias de baixo carbono, sejam discutidas com visibilidade nacional e internacional. Este ano, a Amazônia Brasileira marcará presença com mais de 120 painéis e atividades nos Hubs da Amazônia, distribuídos nos espaços oficiais da Blue Zone e da Green Zone. Os temas estratégicos que a Amazônia Brasileira levará à COP30 foram definidos a partir do Posicionamento dos Governadores da Amazônia Legal , elaborado para a COP29, em Baku, no âmbito da estratégia “Baku to Belém”. Aperfeiçoado ao longo de 2025, esse documento passa a orientar integralmente a atuação do Consórcio da Amazônia Legal na COP30, consolidando uma agenda comum que reafirma os compromissos dos estados com o desenvolvimento sustentável. Justiça Climática: Priorizar populações vulneráveis, incluindo povos indígenas e comunidades tradicionais, garantindo participação efetiva nas decisões climáticas e acesso a recursos para enfrentar os impactos das mudanças. Financiamento Climático: Ampliar recursos para projetos de mitigação e adaptação, consolidando mecanismos como REDD+ e mercados de biodiversidade, de forma a transformar compromissos em investimentos concretos na região. Uso da Terra e Economia de Baixo Carbono: Combater o desmatamento, promover restauração florestal, fortalecer a regularização fundiária e incentivar cadeias produtivas sustentáveis. Sistemas Alimentares Sustentáveis: Incentivar práticas agrícolas inovadoras, como ILPF e Sistemas Agroflorestais, conciliando produção de alimentos com preservação da biodiversidade. Mineração e Transição Energética Sustentáveis: Integrar exploração mineral, energias renováveis e tecnologias de baixo impacto ambiental à estratégia de desenvolvimento regional. Adaptação e Resiliência Climática: Fortalecer infraestrutura urbana e comunitária, saneamento e soluções baseadas na natureza, aumentando a resiliência da população amazônica. Conservação do Ecossistema Amazônico: Valorizar a bioeconomia, restaurar áreas degradadas e manter estoques florestais saudáveis para assegurar serviços ecossistêmicos essenciais ao clima e à biodiversidade. O protagonismo do CAL, que tem marcado presença em todas as COPs desde 2019, reflete uma trajetória de articulação contínua entre governos estaduais, setor privado e comunidade internacional, fortalecendo a iagem da Amazônia como região estratégica para soluções climáticas globais. “A Amazônia Legal não é apenas uma floresta: é uma região viva, que combina riqueza natural e cultural com oportunidades para desenvolvimento sustentável. Nosso compromisso é manter essa liderança e transformar metas em ações concretas”, conclui Vanessa Duarte, diretora executiva do Consórcio da Amazônia Legal. Em breve, o Consórcio da Amazônia Legal divulgará a programação completa de todos os painéis que compõem essa agenda na COP30. Acesse o documento na íntegra: Rafaelle Silva
- Enviado Especial Marcello Brito destaca papel dos governos subnacionais amazônicos na COP30
Secretário-executivo do Consórcio Amazônia Legal afirma que conferência será um marco de implementação e de integração entre Amazônia e Brasil Foto: Rafa Neddermeyer/COP30 O Enviado Especial da COP30 com foco em governos subnacionais amazônicos e secretário-executivo do Consórcio Amazônia Legal, Marcello Brito, afirma que esta será a “COP da implementação”. Na continuação da série de reportagens sobre os Enviados Especiais, o também diretor Acadêmico da FDC-Agroambiental destaca que, quando metas, programas e objetivos são definidos em nível governamental, a execução cabe aos governos estaduais, às prefeituras e o setor privado. “Ter a ideia de criar uma ponte direta entre os subnacionais, entre os estados da Amazônia e a presidência da COP, foi uma ideia maravilhosa, porque, quando terminar esse processo, que a gente estiver falando de TFFF, ou estiver falando de transição energética, ou estiver falando de novos sistemas logísticos, nós vamos estar falando de Amazônia. E quem deverá cuidar das políticas públicas para dar segurança jurídica e abarcar os investimentos necessários são os estados subnacionais”. A COP30, que será realizada em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro, vai além de um gesto simbólico, afirma Marcello Brito. Para ele, é uma oportunidade de corrigir rota histórica. Ao sediar a conferência no coração da floresta, o Brasil reafirma a importância estratégica da Amazônia para seu próprio projeto de desenvolvimento e para a inserção do país no cenário climático global. “Fazer uma COP em Belém, mais do que o simbolismo internacional de uma COP da Amazônia, significa a inserção do Brasil na Amazônia e a inserção da Amazônia no Brasil”, diz. “É uma oportunidade até da correção de rota dos modelos de desenvolvimentos que foram praticados e que deverão ser praticados na Amazônia”. Agricultura na COP30 Para o secretário-executivo do Consórcio Amazônia Legal, a COP30 representa uma oportunidade para o agronegócio brasileiro. “Acredito que nós vamos fazer uma entrega muito substancial, principalmente, nessa estrutura de agricultura e pecuária regenerativa”, destaca. “A COP é uma chance de mostrar que viramos uma chave aqui no Brasil e o agro, a agropecuária brasileira, hoje é vista como uma participante das soluções climáticas”, lembra também. “Estamos num processo de mutirão, reunindo os principais think tank do Brasil para escrever esse trabalho baseado em ciência, na aplicação da ciência e tecnologia na agricultura brasileira. Então, eu acho que [a COP] será uma vitrine maravilhosa e nós vamos saber utilizar ela em prol, não só do agro, mas dos sistemas alimentares brasileiros”, afirma Marcello Brito. No tema, ele ainda destaca a importância de ampliar a tecnologia agrícola desenvolvida mundialmente aos pequenos produtores. O Enviado Especial também ressalta que a transição justa deve incluir os sistemas alimentares. “80% dos produtos agrícolas do mundo são de agricultores familiares. Quando a gente fala de transição justa, a gente deve dar a agropecuária um tempo de transição justa, correspondente ao que a gente tem dado para o setor de transporte e para o setor de energia.” Sistemas alimentares Brito explica que, hoje, é importante falar de sistema alimentares, pois eles envolvem todos os processos e atores envolvidos da produção, transporte, distribuição, armazenamento, venda, compra e consumo de alimentos, incluindo perdas e desperdício. Para ele, a COP será uma boa vitrine para falar não apenas do agronegócio, mas sim dos sistemas alimentares brasileiros na totalidade. “Hoje, a gente está falando de sistemas alimentares, porque a gente precisa inserir a indústria nesse processo, serviço e logística. A gente deve discutir muito seriamente o desperdício. É inaceitável que, ainda hoje, a gente perca 30% de tudo que a gente produz em alguma etapa da cadeia. Ou se perde na logística da fazenda para a indústria, ou da indústria para o supermercado, ou do supermercado para a residência, mas a grande perda são nas residências.” Enviados Especiais A Presidência da COP selecionou 29 Enviados Especiais que apoiarão no engajamento e na escuta de setores e regiões prioritárias para o sucesso da conferência. Os Enviados, que atuam voluntariamente e em caráter pessoal, foram escolhidos por serem atores de relevância e credenciados em suas respectivas áreas. Ao todo, são sete enviados internacionais e 22 enviados nacionais. Eles representam um dos interlocutores para o fluxo de informações e percepções das áreas que representam, o que permitirá que as interações ocorram de forma mais rápida e eficaz. Também funcionarão como canal direto para apresentar demandas e pedidos para a Presidência da COP30, atuando como ponto de contato com os setores e regiões. Brito conta da “grata surpresa” ao ser convidado pela Presidência da COP30 para cumprir a missão, uma vez que o mote do Consórcio da Amazônia é a colaboração pré-competitiva. “Como nós descrevemos lá no Consórcio, nada mais é do que um trabalho em mutirão como preconizado pelo nosso presidente André Corrêa do Lago e pela nossa CEO Ana Toni. Então, é uma continuidade muito salutar do nosso trabalho e a melhoria das relações entre a direção da COP, o Governo Federal e os estados da Amazônia Legal do Brasil.” *Texto elaborado por Rafaela Ferreira, Equipe da Presidência da COP30.
- #TBT - Órgãos de Terra da Amazônia Brasileira lançam carta para fortalecer a Governança Fundiária
A Carta de Belém foi elaborada durante o 1º Encontro Técnico dos Órgãos de Terras Estaduais da Amazônia Legal e o Encontro Nacional dos Órgãos de Terras Estaduais, agora disponível para o público A regularização fundiária é uma pauta de fundamental importância para o desenvolvimento sustentável do nosso país. Com o intuito de fortalecer os órgãos responsáveis pela gestão de terras na região amazônica, o Consórcio da Amazônia Legal (CAL) organizou os encontros realizados nos dias 9 e 10 de dezembro, em Belém, Pará. Durante os encontros os órgãos de terra do Pará, Maranhão, Amazonas, Amapá, Roraima, Acre, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Goiás elaboraram uma carta que expõe compromissos e solicitações visando o fortalecimento da governança fundiária no Brasil. Os encontros, que contaram com a realização do CAL e Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, além do apoio do IPAM, Incra, GIZ, Fundo Vale, Norast, Fest e UFES, visaram, principalmente, o desenvolvimento de pautas para superar os desafios fundiários, promover a justiça social e garantir o acesso à terra, alinhados com o compromisso do desenvolvimento sustentável. A Carta de Belém propõe seis pontos estratégicos para avançar na pauta fundiária no Brasil: Captação e Alocação de Recursos; Políticas e Programas de Regularização Fundiária; Fortalecimento Institucional e Representatividade; Modernização Tecnológica e Infraestrutura; Capacitação, Parcerias e Normatização; e Integração com o registro de imóveis. Além disso, o documento reafirma o compromisso com as Diretrizes Voluntárias para a Governança Responsável da Terra, dos Recursos Pesqueiros e Florestais, adotadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que orientam a gestão responsável e sustentável dos recursos naturais. Confira a carta na íntegra: O que é Regularização Fundiária? A regularização fundiária é o processo legal que visa formalizar a posse de terras, garantindo a segurança jurídica dos ocupantes e o direito à propriedade. Este processo contribui diretamente para a melhoria das condições de vida dos cidadãos, assegurando o acesso à terra e facilitando transações como compra e venda. Consórcio Amazônia Legal e a Regularização Fundiária O Consórcio da Amazônia Legal tem se dedicado à temática da regularização fundiária desde 2023, através da Câmara Setorial de Governança Fundiária, criada durante o 26º Fórum de Governadores, em Manaus, Amazonas. Um exemplo recente de sucesso é o projeto “Terras para Elas”, do Instituto de Terras do Maranhão (Iterma), aprovado pelo Fundo Brasil-ONU, uma parceria entre o CAL, a ONU Brasil e o Governo Federal. O projeto visa fornecer títulos de terra para mulheres, e irá receber um financiamento de 2,5 milhões de dólare. Sumário Executivo - Governança Fundiária dos estados da Amazônia Legal: Rafaelle Silva
- Consórcio da Amazônia Legal promove Oficina de Construção do Plano de Transformação Ecológica da Amazônia
Encontro reuniu secretários e equipes dos nove estados da Amazônia para alinhar diretrizes de um plano que será apresentado na COP30, em Belém Foto: Rafaelle Silva Nos dias 23 e 24 de setembro, o Consórcio da Amazônia Legal realizou, em Brasília, dois dias de debates e atividades voltados à construção do Plano de Transformação Ecológica da Amazônia. O encontro reuniu secretários e equipes técnicas das Câmaras Setoriais de Meio Ambiente e Planejamento dos nove estados amazônicos, com o objetivo de alinhar diretrizes e consolidar os próximos passos de um documento que será apresentado durante a COP30, no Hub da Amazônia Brasileira, em Belém. A iniciativa é uma versão regional do Plano Nacional de Transformação Ecológica (Novo Brasil), impulsionado pelo Ministério da Fazenda, com apoio da Open Society. O processo busca adaptar a estratégia nacional às especificidades da região, reconhecendo as potencialidades e desafios próprios da Amazônia Brasileira. Foto: Rafaelle Silva Na mesa de abertura, a diretora-executiva do Consórcio, Vanessa Duarte, destacou a relevância do trabalho. “O diagnóstico vai demonstrar como os estados da Amazônia contribuem para a implementação do Plano Nacional de Transformação Ecológica e de que forma a região pode oferecer respostas concretas para uma nova trajetória de desenvolvimento sustentável para o Brasil.” O primeiro dia foi marcado pela apresentação, feita pela Interação Consultoria, dos resultados preliminares do diagnóstico. O estudo reúne dados agregados sobre seis eixos estruturantes do Plano nacional: Finanças Sustentáveis, Bioeconomia e Sistemas Agroalimentares, Transição Energética, Economia Circular e Infraestrutura Verde e Adaptação, além da identificação de desafios no desenvolvimento regional. Foto: Rafaelle Silva Para a gerente de projetos da Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda, Carina Vitral, a construção coletiva é decisiva. “A gente agradece ao Consórcio da Amazônia por aceitar o desafio de construir conjuntamente o Plano de Transformação Ecológica. Essa territorialização é de extrema importância para o sucesso da iniciativa.” O evento também contou com a participação do Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPAM), que está desenvolvendo a Estratégia Amazônia 2050, outro documento de longo prazo que será apresentado na COP30. O segundo dia foi dedicado à etapa prática, com grupos de trabalho responsáveis por aprofundar propostas e sistematizar contribuições. Agora, a consultoria finaliza o diagnóstico que orientará o documento estratégico. Foto: Rafaelle Silva A oficina também conta com o apoio da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), responsável pela execução dos recursos disponibilizados pela Open Society e pela realização do evento, e teve ainda o apoio da Confederação Nacional do Transporte (CNT), instituição que cedeu o espaço para a oficina. Além do Plano De Transformação Ecológica da Amazônia, o Consórcio prepara uma programação intensa para a COP30, com mais de 100 eventos nas zonas Azul e Verde. Entre as principais entregas estão a Estratégia Amazônia 2050, a Política Comum de Créditos de Biodiversidade e o Projeto Regional das Secretarias de Povos Indígenas da Amazônia Brasileira. Rafaelle Silva
- Consórcio da Amazônia Legal apresenta entregas estratégicas em café da manhã com a imprensa em São Paulo
O encontro reuniu autoridades, parceiros e veículos de comunicação para anunciar 16 entregas da Casa da Amazônia Brasileira na COP30, com destaque a três iniciativas estruturantes. O Consórcio da Amazônia Legal (CAL) promoveu na última sexta-feira (19), em São Paulo, um café da manhã com a imprensa para apresentar as principais entregas da Casa da Amazônia Brasileira na COP30. O evento reuniu parceiros estratégicos, autoridades e jornalistas de veículos nacionais, reforçando a importância da relação com a mídia para dar visibilidade às ações da Amazônia Legal no maior encontro climático do mundo. No total, foram anunciadas 16 entregas estratégicas que integram a agenda dos nove estados amazônicos para a COP30. Durante o encontro, três projetos de grande impacto ganharam destaque: o Projeto Regional das Secretarias de Povos Indígenas (SEPIs); a Estratégia Amazônia 2050, plataforma de longo prazo para o desenvolvimento sustentável; e a Plataforma 2050, que conecta governos estaduais, sociedade civil e setor privado em torno de soluções inovadoras. Foto: Pedro Devani/SECOM Acre O secretário executivo do CAL e enviado especial dos estados amazônicos para a COP30, Marcello Brito, reforçou a importância da parceria com jornalistas ao longo de todo o ciclo da presidência brasileira do evento climático. “A parceria com a imprensa é uma condição sine qua non para o sucesso das ações que iremos realizar até o fim da presidência da COP30, em novembro de 2026”, destacou. Foto: Pedro Devani/SECOM Acre Na sequência, a diretora executiva do CAL, Vanessa Duarte, ressaltou o papel central da comunicação para garantir escala e impacto às entregas planejadas: “A relação com a imprensa é essencial. Estamos planejando construir 120 painéis estratégicos na COP, e é fundamental que o Brasil e o mundo saibam dessas ações e entregas”, afirmou. Além de fortalecer o vínculo com jornalistas, o café da manhã posicionou o Consórcio como articulador da agenda amazônica, destacando o caráter inédito e integrado da participação dos estados na COP30. Com o anúncio das 16 entregas, o Consórcio reforça seu papel de liderança regional e apresenta à sociedade instrumentos concretos para reduzir o desmatamento, valorizar a sociobiodiversidade e consolidar o protagonismo da Amazônia no enfrentamento à crise climática global. Por Rafaelle Silva Fotos: Pedro Devani/SECOM Acre
- Maranhão sedia o Encontro Regional da Jornada COP+ com foco no setor industrial e no legado sustentável da Amazônia Legal
Consórcio da Amazônia Legal e federações da indústria iniciam série de encontros regionais para alinhar propostas rumo à COP30 O Estado do Maranhão sedia o Encontro Regional da Jornada COP+: Territórios Amazônicos Rumo à COP30 e Construção de Legados . A iniciativa, liderada pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio da Jornada COP+, em parceria com o Consórcio da Amazônia Legal (CAL), acontece no dia 4 de agosto de 2025, às 8h30, no Auditório Alberto Abdalla, na Casa da Indústria Albano Franco, em São Luís (MA). Com foco estratégico no setor industrial, o encontro reúne representantes da indústria, governo estadual, academia, sociedade civil e instituições parceiras. O objetivo é promover o diálogo entre os setores público e privado em torno de soluções concretas para os desafios climáticos e de desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal, tendo como horizonte a COP30 — que será realizada em novembro, em Belém (PA). O governador do Maranhão, Carlos Brandão, destacou o papel estratégico que o estado assumiu na preparação da Amazônia Legal para a Conferência. “A Jornada COP+ representa uma oportunidade para construirmos juntos uma participação sólida na Conferência, mostrando que o Maranhão tem projetos reais, inovadores e capazes de transformar a realidade da região. Esse é o legado que queremos construir rumo à COP30, com uma Amazônia viva, cheia de oportunidades e dignidade para todos”, afirmou. A programação do evento inclui painéis temáticos e oficinas colaborativas, que abordarão temas como transição energética, rastreabilidade das cadeias produtivas, inovação industrial, sociobioeconomia e financiamento climático. As propostas e contribuições colhidas ao longo dos encontros regionais serão consolidadas em um documento estratégico, a ser apresentado na Sustainable Business COP (SBCOP) , iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltada à agenda empresarial do clima. Para o presidente da FIEPA e coordenador da Jornada COP+, Alex Carvalho, o momento é uma oportunidade única para consolidar o papel do Brasil no debate climático global, com a Amazônia como protagonista. “Os estados da Amazônia Legal estão em posição estratégica para influenciar agendas e fortalecer parcerias internacionais. Por isso, precisamos usar isso a favor do desenvolvimento socioeconômico sustentável, conectando os setores público e privado da região em torno de uma agenda comum que deixe um legado concreto e duradouro para além da COP30”, destacou. O presidente da FIEMA e vice-presidente da Ação Pró-Amazônia, Edilson Baldez, também reforçou a importância do engajamento da indústria.“Caminhando para a COP30, é essencial mostrarmos que é possível crescer com responsabilidade ambiental, inovação e inclusão social. Este encontro é mais uma oportunidade para alinharmos ações que fortaleçam uma economia de baixo carbono, gerem emprego e valorizem a nossa biodiversidade”, afirmou. Para a diretora executiva do Consórcio da Amazônia Legal, Vanessa Duarte, o evento marca o início de uma jornada integrada entre estados, setor produtivo e sociedade civil. “A Jornada COP+ é uma oportunidade concreta de colocar a Amazônia no centro do debate climático, com propostas viáveis e comprometidas com a realidade dos nossos territórios”, concluiu. Rafaelle Silva
- Consórcio da Amazônia Legal lidera agenda climática na COP29 e prepara o terreno para a COP30, em Belém
Hub da Amazônia em Baku, no Azerbaijão, terá mais de sessenta horas de discussões voltadas para o desenvolvimento sustentável e conservação ambiental Entre os dias 11 e 21 de novembro, o Hub do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal será a casa da Amazônia na COP29, em Baku, no Azerbaijão. Durante as duas semanas de conferência, serão realizados mais de sessenta painéis nos quais os governadores, juntamente com especialistas de diversas áreas irão debater soluções práticas para combater a crise climática, proteger os ecossistemas e, ao mesmo tempo, garantir o desenvolvimento socioeconômico das populações locais. Representando os nove estados amazônicos, o consórcio se posiciona como uma força unificada que busca atrair parcerias, recursos internacionais e apoio técnico para fortalecer a Amazônia frente aos desafios climáticos. Com exceção do dia 17, reservado para descanso, o Hub será um ponto de encontro para discussões, lançamentos e parcerias essenciais para o futuro sustentável da região. COP30 Day – Baku to Belém No dia 13 de novembro, o consórcio promoverá o “COP30 Day – Baku to Belém” , que marca mais uma etapa da preparação para a COP30, que acontecerá em Belém do Pará no próximo ano. A programação inicia-se com a abertura feita pelos governadores da Amazônia Legal e segue com discussões que irão abordar a cooperação regional e global para enfrentamento dos desafios climáticos, o futuro da indústria na Amazônia Brasileira e os caminhos para o financiamento sustentável na região. No dia, também será lançada a Câmara Setorial de Povos Indígenas do Consórcio Amazônia Legal, um espaço criado para garantir a participação e protagonismo das populações indígenas na formulação de políticas e projetos para a região. O COP30 Day culminará com a assinatura de novas parcerias estratégicas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, reforçando o compromisso de governos, empresas e instituições com a preservação e valorização da região. Na sequência, a agenda será encerrada com uma coletiva de imprensa, onde os governadores do Consórcio da Amazônia Legal estarão disponíveis para falar sobre as iniciativas apresentadas e sobre a preparação para a COP30. Serviço - COP30 Day – Baku to Belém Data: 13 de novembro de 2024 Local: Hub da Amazônia, Blue Zone, estande I19 9h00 - Abertura com os governadores da Amazônia Legal 10h30 - Declaração de Belém: o papel da cooperação amazônica frente aos desafios climáticos 12h15 - Como a COP30 pode impactar na reconstrução da indústria nacional 13h45 - Caminhos para o financiamento sustentável da Amazônia: conservação florestal e sistemas agroalimentares resilientes 15h15 - Lançamento da Câmara Setorial de Povos Indígenas do Consórcio Amazônia Legal 16h45 - Assinatura de parcerias para a Amazônia Brasileira 18h00 - Coletiva de imprensa Sobre o Consórcio da Amazônia Legal O Consórcio Interestadual da Amazônia Legal é composto por nove estados brasileiros que promovem políticas públicas integrando desenvolvimento sustentável e conservação ambiental. Com o Hub da Amazônia na COP29, o consórcio visa fortalecer o papel da região nos fóruns globais, promovendo um modelo de desenvolvimento que respeita e valoriza a biodiversidade e a riqueza cultural da Amazônia. Para mais informações sobre o COP30 Day e para receber a programação completa do Hub da Amazônia na COP29, entre em contato com a assessoria de imprensa do Consórcio da Amazônia Legal: Rafaelle Silva: (79) 99894-4425 / comunicacao@consorcioamazonialegal.gov.br Ou Gabriela Camargos: (31) 99617-1120 / gabrielacamargos@me.com
- Com olhar para Belém, Consórcio Amazônia Legal participa da Conferência de Bonn
Secretário executivo do Consórcio, Marcello Brito representa os estados da Amazônia Legal na principal conferência preparatória para a COP30 O Consórcio Amazônia Legal participa da 62ª Sessão dos Órgãos Subsidiários da Convenção do Clima da ONU (SB62), que acontece em Bonn, na Alemanha, entre os dias 16 e 26 de junho. A conferência é considerada uma das mais relevantes etapas técnicas e políticas que preparam o terreno para as decisões da COP30, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro deste ano. Representando os nove estados da Amazônia Legal, o secretário executivo do Consórcio, Marcello Brito, também atua como Enviado Especial dos Estados Subnacionais Amazônicos para a COP30 e acompanha de perto os debates sobre temas cruciais para a região. “A SB62 é o espaço onde se desenham as bases técnicas e diplomáticas das negociações da COP. Estar aqui é essencial para garantir que as demandas e prioridades da Amazônia estejam inseridas nas decisões globais”, afirma Marcello Brito. A presença do Consórcio em Bonn reforça o compromisso dos estados amazônicos com uma atuação integrada, cooperativa e estratégica na agenda do clima, com o objetivo de ampliar o protagonismo da Amazônia como região-chave para o futuro climático do planeta. Rumo à COP30: protagonismo regional Durante a conferência, o Consórcio articula com parceiros internacionais, governos e organismos multilaterais para construir uma COP30 com representação regional, capacidade técnica e foco em soluções concretas para o desenvolvimento sustentável na Amazônia Brasileira. Rafaelle Silva
- Governadores reafirmam apoio a Belém como sede da COP30 e destacam protagonismo da Amazônia
Encontros em Belém reuniram governadores da Amazônia Legal e de outros estados brasileiros, que firmaram apoio unânime à realização da conferência na capital paraense e definiram estratégias conjuntas para o evento. A capital paraense voltou a ser o centro das atenções nacionais e internacionais nos últimos dias, ao receber governadores de todo o país em agendas voltadas à 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para novembro de 2025. No dia 12, o governador do Pará e presidente do Consórcio da Amazônia Legal, Helder Barbalho, recebeu em Belém os chefes de Executivo da Amazônia Brasileira para reunião ordinária do bloco. O encontro teve como pauta principal a validação da estratégia para a conferência e as entregas que serão apresentadas pelos estados no evento. Durante a reunião, os governadores prestaram apoio ao Pará e reforçaram a importância de a Amazônia sediar a COP30. “Convidamos o Brasil e o mundo a conhecerem a Amazônia de verdade: não a que está apenas nos discursos, mas a que pulsa em nossas ruas, rios e florestas. Não queremos ser cenário. Queremos ser parte ativa das decisões e caminhos para o futuro do planeta. Reafirmamos nossa total disposição, como governadores da Amazônia Legal, em somar esforços com o Governo Federal, a Prefeitura de Belém, os povos da floresta e a sociedade civil para fazer da COP30 um marco de transformação real e duradoura. A Amazônia está pronta. Belém está pronta”, afirmaram em nota conjunta. O governador do Amazonas, Wilson Lima, destacou a relevância estratégica da conferência para a região. “A COP é o assunto do momento. Sabemos que a Amazônia é desafiadora, mas também é aqui que estão diversas soluções para as mudanças climáticas”, afirmou. No dia seguinte, 13 de agosto, a capital paraense sediou o XVII Fórum Nacional de Governadores, com representantes de mais de 20 estados. O encontro definiu diretrizes para a participação dos entes federativos na conferência e culminou na assinatura de uma declaração de apoio à realização da COP30 em Belém. O documento ressalta “não apenas o significado de seu propósito de realização na região amazônica, mas também as providências estruturais que estão sendo efetivamente adotadas pelos poderes públicos e pela iniciativa privada para a garantia de seu sucesso”. Para Helder Barbalho, a COP30 transcende o campo ambiental e deve ser compreendida como uma pauta estratégica de alcance global. “Hoje, o meio ambiente precisa ser tratado de forma transversal, em diálogo permanente com as agendas econômicas e geopolíticas do planeta. Isso amplia ainda mais a necessidade de que todo o Brasil esteja mobilizado diante da oportunidade de liderar essa discussão”, afirmou. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, agradeceu o acolhimento do governador Helder Barbalho e parabenizou o Pará pela estrutura montada para a COP30. Segundo ela, é possível perceber que a cidade está em plena efervescência e que o estado vive um momento de grandes obras e investimentos que, sem dúvida, garantirão a melhor COP da história, não apenas do Brasil, mas do mundo. “O evento está exatamente onde deveria estar, com toda legitimidade: na Amazônia brasileira, no Brasil. Esta COP não diz respeito apenas a Belém, mas a todos nós, pois representa como o mundo enxerga nosso potencial de desenvolvimento de soluções sustentáveis, baseadas na justiça social e na justiça ambiental”, afirmou. Encerrando as agendas, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, ressaltou o valor simbólico do evento para a capital paraense. “É uma alegria enorme que um evento diplomático dessa magnitude seja também um incentivo para que esta cidade se torne ainda mais fantástica”, disse. Acesse o documento na íntegra: Rafaelle Silva
- Amazônia Brasileira avança na construção de política comum para créditos de biodiversidade
Reunião marca avanço na integração fiscal voltada à valorização de ativos naturais com foco na COP30 Foto: Rafaelle Silva - SECOM/CAL Em um movimento estratégico para a consolidação de uma nova economia ambiental, os secretários de Fazenda dos estados que compõem a Amazônia Brasileira se reuniram na segunda-feira, 7 de julho, em Brasília, para discutir a criação de uma política fiscal comum voltada à valoração dos ativos naturais, com foco nos chamados créditos de biodiversidade. O encontro aconteceu na sede do Consórcio da Amazônia Legal e foi promovido em parceria com a organização NatureFinance, reunindo representantes das unidades federativas da região. A atividade teve como objetivo debater e aprofundar os instrumentos financeiros que permitam aos estados remunerar a conservação dos seus ecossistemas, gerar receita verde e ocupar um lugar de liderança nos mercados emergentes de natureza. A principal proposta debatida foi a formatação de um modelo regional para geração e comercialização de créditos de biodiversidade, mecanismo que reconhece e precifica os benefícios gerados pela manutenção da diversidade biológica e dos serviços ecossistêmicos da floresta. Os créditos de biodiversidade são considerados uma das ferramentas mais promissoras no contexto das finanças sustentáveis. Ao permitir que governos, empresas e comunidades sejam financeiramente recompensados por conservar áreas naturais, esses instrumentos viabilizam novas fontes de receita, ao mesmo tempo em que impulsionam o desenvolvimento com base na sustentabilidade. Foto: Rafaelle Silva - SECOM/CAL “Nessa importante reunião discutimos a estruturação de um modelo para geração de créditos de biodiversidade nos estados da Amazônia Legal. Essa ação é uma grande oportunidade para nós”, afirmou Luis Fernando, secretário de Estado de Finanças de Rondônia e coordenador da Câmara Setorial de Gestão Fiscal e Tributária do Consórcio. A pactuação de uma política comum entre os estados sinaliza um avanço significativo na integração fiscal da Amazônia em torno da economia verde. Ao alinhar critérios, metodologias e marcos regulatórios para esse novo tipo de ativo, os estados pretendem aumentar a credibilidade e a atratividade de seus projetos diante de investidores nacionais e internacionais. Como um dos encaminhamentos do workshop, os estados planejam apresentar, durante a COP30 em Belém, a proposta de criação de um sandbox regulatório para créditos de biodiversidade, com abrangência regional. A ideia é estabelecer um ambiente experimental controlado, que permita testar metodologias, métricas e diretrizes para esses ativos, com segurança jurídica e foco na integridade ambiental. Foto: Rafaelle Silva - SECOM/CAL “Estamos muito felizes com a iniciativa dos secretários de Fazenda e muito orgulhosos em poder coordenar esse projeto. O tempo é curto, mas estamos confiantes de que, com o compromisso dos estados e o apoio da NatureFinance, teremos um estudo de viabilidade técnica, jurídica e financeira, incluindo mecanismos possíveis para aquisição dos créditos, para apresentarmos ao mundo na COP30”, afirmou Vanessa Duarte, Diretora Executiva do Consórcio da Amazônia Legal. Com a iniciativa, o Consórcio da Amazônia Legal dá mais um passo em direção à consolidação de uma economia da floresta em pé, na qual conservar passa a ser também um bom negócio para os estados, para as populações e para o planeta. Rafaelle Silva
- CAL, GIZ e EMBOÉ promovem oficina com as SEPIs para construção de projeto ao Fundo Amazônia
Foto: Rafaelle Silva – SECOM/CAL Entre os dias 15 e 17 de julho de 2025, o Consórcio da Amazônia Legal (CAL), em parceria com a Cooperação Alemã GIZ, por meio do projeto Action for Forests (A4F), realizou uma oficina inédita voltada à elaboração de um projeto regional para fortalecimento das Secretarias Estaduais dos Povos Indígenas (SEPIs). A atividade contou ainda com o apoio técnico da consultoria Emboé e o suporte logístico da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que cedeu o auditório para os três dias de trabalho intenso. A proposta central da oficina foi construir de forma colaborativa uma proposta estruturada e viável para submissão ao Fundo Amazônia, com foco no fortalecimento institucional das SEPIs, promoção do protagonismo indígena e apoio às cadeias produtivas da sociobiodiversidade. O encontro reuniu representantes de órgãos estaduais indígenas de toda a Amazônia Legal, além de equipes do CAL e da GIZ, que atuaram de maneira integrada no desenho técnico do projeto. Durante a programação, os participantes mergulharam em dinâmicas colaborativas guiadas por ferramentas de planejamento estratégico, como o modelo de resultados, o quadro lógico, a análise de riscos e o mapeamento de atores-chave. A metodologia da oficina, construída com base na escuta ativa e valorização dos saberes locais, priorizou o diálogo entre diferentes perspectivas dos territórios indígenas da região. Foto: Rafaelle Silva – SECOM/CAL Ao final dos três dias, uma primeira minuta do projeto foi construída de forma conjunta, com um objetivo central claro: “Fomentar as cadeias produtivas da sociobiodiversidade nos territórios indígenas, valorizar sua cultura, apoiar seu ordenamento e gestão, promover a troca e geração de conhecimentos e fortalecer a atuação das SEPIs para a redução do desmatamento com desenvolvimento sustentável”. Esse objetivo se desdobra em três componentes estratégicos: o primeiro dedicado ao fortalecimento institucional e à sistematização de dados; o segundo voltado à ampliação da capacidade técnica das SEPIs; e o terceiro, focado no protagonismo indígena na gestão territorial, valorização cultural e dinamização de economias sustentáveis nos territórios. Foto: Rafaelle Silva – SECOM/CAL Para Rosilene Guajajara, secretária adjunta dos Povos Indígenas do Maranhão, o momento é simbólico e necessário. Como somos secretarias novas, buscamos fortalecer ainda mais os trabalhos. Por isso, esse esforço conjunto é extremamente importante. Este projeto é grande e vai contemplar toda a Amazônia Brasileira”. Foto: Rafaelle Silva – SECOM/CAL A relevância do encontro também foi destacada por Gasodá Suruí, superintendente dos Povos Indígenas de Rondônia. “Queremos buscar recursos para fortalecer ainda mais as secretarias da Amazônia e garantir que políticas públicas cheguem de fato aos territórios. Essa oficina foi muito importante porque foi feita de forma participativa”. A iniciativa integra a agenda da Câmara Setorial de Povos Indígenas do CAL e marca um passo importante na mobilização dos estados da Amazônia Legal rumo à valorização das instituições indígenas e à captação de recursos estratégicos para o combate ao desmatamento e promoção do desenvolvimento sustentável. Agora, a proposta será refinada tecnicamente pelas equipes envolvidas, com vistas à sua futura apresentação ao Fundo Amazônia. Rafaelle Silva












